Em tempos tão difíceis é fundamental falar de ética e de compliance. A falta de emprego desses dois conceitos nas organizações, no governo e na sociedade contribuiu de forma significativa para esse cenário de profunda crise no Brasil: uma crise moral e ética. É aí que entra a sustentabilidade, que tem ética e compliance como premissa.
 
Resumidamente, compliance significa cumprir, estar em conformidade. Em uma organização, o compliance funciona como o guardião dos maiores ativos não tangíveis de uma instituição: sua imagem e reputação. Ele protege a organização no que diz respeito a impactos no caixa por pagamento de multas, cumprimento de sanções regulatórias, processos judiciais e administrativos, entre outros. O compliance busca a longevidade do negócio.
 
A palavra ética, por sua vez, é derivada do grego e fala daquilo que pertence ao caráter. Considerada como um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade, a ética serve para que haja equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado.
 
No contexto empresarial, ética é o conjunto de valores que regem uma empresa e formam uma filosofia organizacional. Essa filosofia possui princípios orientadores das ações dos funcionários, da tomada de decisões pela alta administração e das relações da empresa com seus diversos públicos. As organizações comprometidas com a sustentabilidade como estratégia do negócio, necessariamente, definem seu código de ética e buscam o compromisso por parte de todos aqueles que direta ou indiretamente compõem a organização. O código de ética, em geral, propõe princípios e regras de conduta que expressem o reconhecimento pelos profissionais de suas responsabilidades perante o público em geral, empregadores, clientes e a própria profissão.
 
Mas onde entram as questões legais nesse cenário? Em algumas situações, pode acontecer de conceitos como “legal” e “ético” se chocarem. A ação pode ser legal, mas não necessariamente é ética. É preciso, portanto, ter bom senso para fazermos nossas escolhas. O profissional de compliance deve ter a clareza de saber separar as duas esferas: a ética e a legal.
 
São visíveis os resultados de uma boa gestão para a sustentabilidade associada ao compliance:
_Maior eficiência na gestão e desempenho da empresa;
_Geração de valor para a imagem da empresa;
_Integridade na conduta da empresa sob os aspectos éticos, contábil-financeiro e normativo;
_Transparência relacionada à divulgação clara e precisa das informações relevantes sobre o desempenho econômico-financeiro e responsabilidade corporativa;
_Maior controle interno e externo das atividades empresariais;
_Maior atenção com a responsabilidade corporativa no que diz respeito às políticas e práticas sociais, ambientais, de segurança do trabalho e de saúde, com foco na perenidade do negócio;
_Benefícios trazidos para o setor de atuação e para a sociedade como um todo.
 
Confira abaixo o vídeo da série “Sustentabilidade dá lucro” sobre ética e compliance e participe dessa conversa comigo.
 
Sejamos todos semeadores do cuidado.